A polícia moçambicana disparou balas de borracha e gás lacrimogéneo contra manifestantes que protestavam contra o aumento dos preços dos bens essenciais em Maputo, num reacender dos motins que nos últimos dois dias provocaram a morte de pelo menos dezpessoas e deixaram centenas de feridos.
Depois de uma manhã calma na capital moçambicana, a polícia disse à Reuters que foi obrigada a intervir para travar as pilhagens que começaram nas zonas de Benfica e de Hulene. “Utilizamos balas de borracha e gás lacrimogéneo para os dispersar”, disse Arnaldo Chefo.
Não há dados sobre eventuais mortos ou feridos e no resto da capital não se registaram confrontos. Mas ao fim do dia, o ministro da Saúde, Ivo Garrido anunciou que, desde o iníco dos protestos na quarta-feira, morreram dez pessoas e outras 443 ficaram feridos.
Durante a manhã, era possível verificar que já não havia estradas bloqueadas e os transportes públicos circulavam, mas não ainda nos padrões normais. Registavam-se enormes filas nas paragens dos autocarros e nas padarias que reabriram.
notícia actualizada às 19h24


