• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:

Ministro israelita pediu desculpa pelo timing do anúncio

ONU junta-se a Biden na condenação de novos colonatos israelitas

10.03.2010 - 09:50 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o projecto israelita de construção de 1600 casas em Jerusalém Oriental, ecoando as críticas feitas pelo vice-presidente norte-americano, Joe Biden.
Biden chegou segunda-feira a Israel Biden chegou segunda-feira a Israel (Ronen Zvulun/Reuters)

Em comunicado, Ban Ki-moon fez mesmo questão de sublinhar que considera “ilegais” todos os colonatos do Estado judaico naquele território, “nos termos das leis internacionais”. “As actividades dos colonatos são contrárias às obrigações de Israel de acordo com o Roteiro para a Paz e minam todos os esforços feitos para um processo de paz viável”.

Ontem, o ministro israelita do Interior anunciara que tinha dado luz verde à construção de 1600 novas casas em Ramat Shlomo, bairro de colonatos habitado por judeus ultra-ortodoxos no sector oriental da cidade de Jerusalém, maioritariamente habitada por árabes e anexada por Israel em 1967.

O anúncio provocou uma reacção exasperada por parte dos palestinianos e causou mesmo algum mau estar diplomático, ao ocorrer durante a visita ao país do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que se encontra em périplo na região com o objectivo de relançar o processo de paz.

Biden reagiu prontamente àquela decisão, avaliando ontem mesmo que Israel “prejudica a confiança necessária” ao diálogo israelo-palestiniano. “O conteúdo e momento deste anúncio, em particular numa altura em que estão a ser lançadas negociações indirectas, constituem o tipo de medidas que vão contra as discussões construtivas que tive em Israel”, adiantou.

Dois dias antes os palestinianos tinham aceitado encetar discussões indirectas com Israel, num processo interrompido há mais de 15 meses. Para a Autoridade Palestiniana os colonatos israelitas são um dos maiores obstáculos às tentativas de se chegar a um acordo de paz, uma vez que desejam que Jerusalém se torne na capital de um futuro Estado palestiniano.

Face ao claro embaraço que este anúncio provocou ao ser feito durante a visita de Biden, um membro do Governo israelita fez hoje um pedido de desculpas ao vice-presidente norte-americano. “Isto não devia ter acontecido durante a visita [de Biden a Israel]. Causou muito embaraço e agora temos que expressar as nossas desculpas por tão grande asneira”, avaliou o ministro da Segurança Social, Isaac Herzog, em declarações à Army Radio.

  • 970 leitores
  • 46 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1426387

Comentário + votado

Pois

A decisão anunciada da construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental não ...

JN-Amadora

10.03.2010 16:16